sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Meu mar.

Minha inspiração não é boa quando me falha a respiração. Meu coração vem pela boca quando ouço essa canção.
O que eu quero é andar. O que eu quero é cantar.
Rasgar meu coração na beira do meu mar. Meu mar que é "cantante," meu mar que é "andante". Meu mar que é ardente, meu mar que é diferente.
Meu mar não tem peixe, meu mar não tem algas. Meu mar não tem sal. No meu mar não bate sol, não é observado dum farol.
Meu mar se tornou lagoa. Tão apertado que dá pra se atravessar numa canoa.
Eu quero meu mar de volta, eu quero meu mar de volta. Onde está o meu mar?
E minhas ondas? Aquelas que se quebravam e ecoavam o som da liberdade.
Eu quero meu mar de volta. Ah, como eu quero o meu mar de volta.

(Me desculpem a falta de nexo. Esse texto veio assim, todo dislexo.)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O amor vem.
Não sabemos como, quando, com quem ou até mesmo por quê. A única coisa de que temos certeza, é que ele vem.
O amor não vai embora, ele apenas se esconde de baixo da paixão que enche e desaparece do nada.
O amor é estranho, é incompreensível, é desatento, é cruel, é irreal. É lindo, é gostoso, é ingênuo, é fiel, é cúmplice.
O amor acompanha. Anima, desanima. Alegra, entristece. Acorda, adormece. É doce, é azedo.
Não há descrição que limite o amor. Ele é infinito, é o que sabemos.
"
Onde já se viu o mar apaixonado por uma menina?
Quem já conseguiu dominar o amor?
Por que é que o mar não se apaixona por uma lagoa?
Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar (...)"
(Ana e o Mar - O Teatro Mágico)